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Segundo extra em 2008

Com segundo extra, 2008 será o maior ano em quase 2 décadas.

Quem não vê a hora de o ano acabar vai precisar de um pouco mais de paciência: as autoridades internacionais responsáveis pelo controle da hora mundial decidiram que 2008 terá um segundo extra.

No Brasil, onde a hora oficial é controlada pelo Observatório Nacional (ON), o último minuto das 21h de 31 de dezembro terá 61, e não 60, segundos.
“O ajuste é necessário para colocar o tempo atômico de acordo com a rotação da Terra, que não é uniforme”, explica o chefe da Divisão de serviço da Hora do ON, Ricardo José de Carvalho. “Em 2005, por exemplo, foi preciso fazer um ajuste para compensar os efeitos do tsunami” que atingiu o Oceano Índico no final de 2004 e acabou desequilibrando um pouco a Terra.

A hora oficial em todo o mundo é controlada, desde 1967, por relógios atômicos, que usam como base para medição do tempo não os movimentos do planeta ou do Sol, mas os ciclos da radiação produzida por certos átomos. A definição oficial de segundo é o do tempo consumido em 9.192.631.770 oscilações da radiação característica de um átomo de césio 133.

Carvalho explica que essas correções para sincronizar os relógios atômicos com o tempo astronômico ocorrem desde 1972, e que se dão, historicamente, a cada ano ou, às vezes, a cada seis meses. “O objetivo é manter sempre a diferença entre o tempo atômico e o tempo da rotação em menos de um segundo”.
“A correção é feita quando a diferença acumulada chega a um segundo, e até 2005 nenhuma havia sido necessária por sete anos”, diz ele. Até hoje, já foram acrescentados 33 segundos aos relógios atômicos, por conta dos atrasos da rotação da Terra. O segundo intercalado de 2008 será o trigésimo quarto.

Além de contar com o segundo intercalado, 2008 também foi bissexto – teve um dia a mais, 29 de fevereiro e, por isso, será o mais longo ano desde outro ano bissexto que também recebeu seu segundo extra, 1992. Até hoje, quatro anos bissextos tiveram, também, um segundo intercalado.

Para a população em geral, a transição será suave: redes de computador e operadoras de telefonia celular geralmente sincronizam seus horários com relógios atômicos, e pegarão o segundo intercalado naturalmente. Para quem quiser precisão absoluta também em casa, o ON oferece, para download, um programa de computador que permite a sincronização do relógio interno da máquina com a hora oficial brasileira.

Mas nem todos os relógios de alta precisão do mundo ganharão o segundo extra, diz Carvalho. “Os relógios do GPS (Sistema de Posicionamento Global), nos satélites, não serão alterados. Os receptores, aqui na Terra, é que farão o ajuste”.

(*Fonte: Carlos Orsi**/ Estadão Online) – Ambiente Brasil -Notícias

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